Rumo à padronização

HP investe em soluções de storage com plataforma aberta e lança produtos para pequenas e médias empresas a partir de US$ 3 mil

Até o final do ano as corporações vão poder comprar equipamentos de armazenamento de dados com padrão aberto. A promessa é da HP, que vem fazendo esforço concentrado junto à SNIA (Storage Networking Industry Association) para sair na frente com essa linha de produtos. Seu laboratório NSSCC (Network Storage Solutions Customer Center), cravado no meio das montanhas de Colorado Springs, Colorado (EUA), ao lado da SNIA, trabalha a todo vapor para cumprir esse cronograma.

"Em 2005 todos os produtos para storage deverão ser padronizados", prevê Carlos Diaz, diretor de soluções para armazenamento de dados da HP para a América Latina. Hoje, os servidores fabricados pelas indústrias são baseados em plataforma proprietária e os usuários são obrigados a adotar tradutores de linguagens para poderem compartilhar dados entre máquinas de fornecedores diferentes. A falta de interoperabilidade acaba tornando os ambientes de storage complexos e onerosos para as companhias. Com a iniciativa das empresas de oferecerem tecnologias abertas, o gerenciamento e integração das redes NAS (Network Attached Storage) e SANs (Storage Area Network) tendem a ficar mais fácil.

A criação de produtos com padrão aberto é apenas uma das estratégias da HP para avançar no mercado de storage, segmento que segundo a International Data Corporation (IDC) movimentou US$ 608 milhões na América Latina em 2002, incluindo somente a venda de hardware. De acordo com o instituto de pesquisas, a HP obteve uma participação de 30,29%, seguida pela IBM, que ficou com uma fatia de 25,34%. Entretanto, no Brasil, que responde por mais de 40% desse montante na região, a Big Blue lidera com 26,71% de market share e a HP está em segundo lugar com 24,66%.

"Estamos prevendo para 2003 crescimento de 3% a 4%", afirma Diaz. Um dos fatores que deverão contribuir com o incremento dos negócios é a entrada da fabricante no segmento de pequenas e médias empresas com o lançamento do servidor StorageWorks 3000. Trata-se de um equipamento bem menor que os outros da linha Eva e vai custar em torno de US$ 3 mil. Além de atender a empresas de porte médio, também é direcionado para filiais de grandes corporações, que vão poder gerenciar esse sites remotamente e garantir a continuidade dos negócios nas pontas. No caso das vendas dessa linha, a fabricante está criando um canal de comercialização especializado.

A HP está apostando na tecnologia de replicação de dados, que são as soluções que fazem espelhamentos de sites para manter os negócios no ar em caso de desastres e que passaram a ser mais procuradas após 11 de setembro. O produto da fabricante para transferir dados remotamente de uma base para outra em tempo real é o equipamento CASA (Continuous Access Storage Appliance), que no próximo ano ganhará nova versão. Pelo modelo da linha atual, todos os dados são gerenciados pelo CASA, inclusive os que não precisam ser replicados. A nova versão virá com inteligência para administrar apenas as informações que precisam ser transferidas. Com isso, as empresas vão poder aproveitar melhor a banda.

Karen Fay, consultora de soluções de storage da HP, destaca que as empresas estão cada vez mais acumulando dados e que o investimento em tecnologias para manter os sistemas no ar 24 horas e nos sete dias da semana se tornou vital para a continuidade dos negócios. O custo dos equipamentos também está caindo, tornando os produtos mais acessíveis, acrescenta Don Langeberg, gerente de software da HP.


 

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